GRE Pirajá realiza III Fórum sobre inclusão

16 de out de 2019 - Publicidade

 

Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e demais profissionais da comunidade escolar participaram no último dia (7), no Teatro da UNEB, do III Fórum de Educação Inclusiva da GRE Pirajá, evento idealizado com o objetivo de divulgar e possibilitar discussões acerca do trabalho que é realizado na sala de AEE da Rede Municipal de Ensino. De acordo com especialistas, este fórum tem a proposta de estimular pais, professores e indivíduos a serem inclusivistas.

“Daqui pra frente não se pode mais pensar numa sociedade sem inclusão”, destacou a idealizadora do fórum Claudete Maia, professora de AEE da Escola Municipal Esperança de Viver, localizada em Castelo Branco. Segundo ela, a inclusão não está mais nos tramites da lei, ela é social. “A realização deste fórum tem o objetivo de tocar o coração desse professor e não só cumprir a lei. Criar possibilidades para os pais e alunos que se sintam rejeitados. Vamos mostrar a esses professores que eles não estão sós”, completou.

Para a organizadora do Fórum, Jeane Leal, coordenadora da Gerência Regional de Pirajá, a realização do evento surgiu da necessidade de chamar as pessoas para refletir sobre a inclusão. “É preciso que cada um assuma seu papel. É importante que tenhamos um tempo para nossos filhos, estar junto com o educando é o principal fator de equilíbrio da criança. Sugiro aos educadores que a gente se ponha no lugar do aluno, da família e que possamos traçar estratégias para que de fato inclua esse educando. Formados nós nunca vamos estar, a gente até busca conhecimento porque é importante, mas prontos nunca estaremos, porque cada indivíduo reage de uma forma diferente”, pontuou.

A coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Maria do Carmo Passos, destacou a importância do Fórum para fomentar a Educação Inclusiva em toda comunidade escolar. “Para o tratamento ser eficaz é necessária essa interlocução da escola com a saúde, a família. O Atendimento Educacional Especializado deve acontecer no contra turno, isso possibilita a interface com os professores da sala de aula comum. Este fórum trouxe uma discussão muito importante que é a importância de efetivamente acontecer com todos os serviços de apoio que esses alunos necessitam”, disse Do Carmo.

“Estou aprendendo muito com as palestras, entendendo que minha filha não é só uma criança com dificuldades especiais, mas um ser humano que pode aprender. É bom saber que existem pessoas tão engajadas com a causa, falando sobre as leis e nos mostrando que existe possibilidade de uma pessoa com necessidades especiais entrar no mercado de trabalho, fazer faculdade”, destacou Jeane Fontes, mãe de Júlia, uma menina autista, estudante da Escola Municipal Manoel de Abreu, localizada em São Marcos.

Jeane já morou em Brasília, Goiânia e São Paulo em busca de tratamento e de uma escola para sua filha, mas a resposta era sempre negativa. “Aqui em Salvador eu  e minha filha realmente fomos acolhidas, ela foi recebida na escola como uma criança normal, isso é inclusão. Ainda estamos na fila de espera de quatro instituições para o tratamento de Júlia, mas com a ajuda dos educadores e ADI já percebemos progresso, ela já consegue ficar alguns minutos em sala de aula, algo que era impossível”, completa.

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