Imersão Pedagógica fortalece práticas de educação étnico-racial em comunidades indígenas da Bahia

20 de abr de 2026 - Jornalismo

Professores e equipe pedagógica da Escola Municipal Engenheiro Gilberto Pires Marinho participaram de uma Imersão Pedagógica junto aos povos originários Kaimbé, Tuxá e Kiriri, nos municípios de Euclides da Cunha e Banzaê, no interior da Bahia. Os encontros realizados nos dias 18 e 19 de abril reforçam o compromisso com a educação comprometida com a valorização da diversidade cultural e com a construção de práticas pedagógicas antirracistas.

 

A experiência proporcionou à equipe a oportunidade de conhecer de perto aspectos fundamentais da cultura, da organização social, das tradições, da espiritualidade, das lutas históricas e dos desafios enfrentados pelos povos indígenas na contemporaneidade. Durante a vivência, foram realizadas rodas de conversa sobre educação, saúde, identidade, território e direitos dos povos originários, promovendo uma rica troca de saberes entre educadores e lideranças indígenas.

 

Mais do que uma atividade formativa, a imersão representou um importante movimento de aproximação com a verdadeira história do Brasil — uma história construída também pela resistência, pela sabedoria ancestral e pela contribuição dos povos indígenas na formação do povo brasileiro. Conhecer esses territórios e escutar as vozes de seus protagonistas possibilita compreender que a identidade nacional é marcada pela pluralidade cultural e pela presença viva dos povos originários em nossa sociedade.

 

A ação reafirma a importância de experiências pedagógicas que ultrapassem os limites da sala de aula e promovam uma formação docente conectada às questões étnico-raciais e às suas múltiplas nuances. Ao vivenciar esses espaços de escuta, diálogo e aprendizado, a equipe pedagógica amplia seus conhecimentos e fortalece práticas educativas mais conscientes, inclusivas e comprometidas com o respeito à diversidade.

 

A iniciativa também fortalece a implementação da Lei nº 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas instituições de ensino, contribuindo para uma educação que valoriza os saberes ancestrais, combate estereótipos historicamente reproduzidos no ambiente escolar e reconhece a importância dos povos originários na constituição da sociedade brasileira.

 

Os conhecimentos adquiridos durante a imersão serão compartilhados com os estudantes, possibilitando novas perspectivas sobre a história do país, sobre identidade cultural e sobre o papel dos povos indígenas na construção da nação brasileira. Dessa forma, a escola fortalece práticas pedagógicas alinhadas à promoção da equidade, da valorização das diferenças e da formação cidadã.

Pular para o conteúdo