
Alunos das escolas municipais Professor Alexandre Leal Costa e Suzana Imbassahy tiveram a oportunidade de voltar ao passado de Salvador e conhecer de perto um pouco mais sobre a história da capital, em mais uma edição do Circuito Reconectar. Promovido pela Prefeitura por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), a visita guiada tem como objetivo estimular o interesse dos estudantes, moradores e visitantes sobre os símbolos que fazem parte da história da cidade, possibilitando o acesso e divulgação de informações sobre os monumentos públicos da cidade. A ação também proporciona a construção de valores e pertencimento a essas obras, além de contribuir para a diminuição dos atos de vandalismo.
O gerente de Promoção Cultural da FGM, Edwin Neves, explicou que a ação é um momento de ir além das esculturas. “Esse é um projeto de educação patrimonial que oferece aos estudantes a possibilidade de ver de perto os monumentos e pontos turísticos, e de conhecer a história da cidade e a relação dessas esculturas com o processo histórico de Salvador e do Brasil. Também trabalhamos a questão da preservação desses patrimônios para que os alunos tenham mais cuidado e preserve essas obras”, afirmou.

Passeios – Na manhã da quarta-feira (28), cerca de 25 estudantes do 9º ano e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – TAP IV da Escola Municipal Professor Alexandre Leal Costa, localizada no bairro de Nazaré (GRE Centro), percorreram o Circuito 1, denominado de Vila Primitiva, que compreende o trecho entre do Forte São Diogo ao Cristo da Barra. (Clique aqui e confira mais fotos)
Apesar de já conhecer o local e os monumentos, Alisson Silva, 17, da turma TAP 4, conta que nunca tinha se interessado em conhecer a história das esculturas. “Já passei por aqui várias vezes e nunca me importei. Estou surpreendido com tantas coisas que estão por trás dessas esculturas e pontos turísticos. Tudo isso fez e faz parte da nossa história e isso deveria ser do conhecimento de todos. Precisamos saber de onde viemos e onde estamos. Essa atividade é muito interessante porque a gente aprende de uma forma mais leve e divertida”, relatou.
Responsável por apresentar os monumentos e o contexto histórico dos mesmos, a guia de turismo Daniela Contu classificou o projeto como indispensável para a formação desses estudantes enquanto cidadãos. “Apesar de morar na cidade, muitos desses alunos nunca tiveram a oportunidade de conhecer esses monumentos, tampouco a história por trás deles. Se hoje estamos aqui é porque muita coisa aconteceu, e apresentar isso é de grande importância para que se tenha o sentimento de pertencimento. Essa é uma atividade educativa que possibilita que os alunos tenham consciência da sua história e passem a ter um comportamento de amor e preservação pela cidade”, declarou.
Tecnologia – O circuito ainda permite a interação da informação com a tecnologia, através da leitura das placas de QR Code, presente nos monumentos. Basta aproximar um celular ou tablet com leitor para esse tipo de código, em casos de aparelhos mais recentes, a própria câmera fotográfica faz isso. Após a leitura do código, é disponibilizado o acesso a uma ficha com dados e resumo sobre o personagem ou evento retratado na obra em três idiomas: português, inglês e espanhol.
Estudante do 9º ano, Maria Luiza de 15 anos, vê na atividade uma oportunidade de empoderar-se da sua história. “É muito importante saber o que se passou em nossa cidade para que hoje pudéssemos estar aqui. Ter acesso a essa história nos traz a sensação de representatividade e pertencimento. Com essa oportunidade em uma aula ao ar livre, com uma paisagem tão bonita, nos deixa mais empolgados ainda. É um momento único que eu sempre vou lembrar”, confessou.

Suzana Imbassay – Na quinta-feira (29), foi a vez dos alunos da Escola Municipal Suzana Imbassay, no Barbalho (GRE Liberdade), percorrerem o Circuito 2, que compreende os trechos entre a Praça da Sé a Praça Castro Alves, no Centro Histórico. (Clique aqui e confira mais fotos)
O circuito segue até o mês de novembro, atendendo duas vezes por mês em cada escola, dando oportunidade para crianças de diferentes bairros da capital baiana. Até o final da ação, a expectativa é atender cerca de 2 mil alunos da rede municipal.