Crianças do Cmei CSU de Pernambués fazem ioga para auxiliar no desempenho escolar

13 de set de 2019 - Jornalismo

Respirar, inspirar e pensar positivamente. Quem observa as aulas de ioga com os alunos que estudam no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) CSU de Pernambués (GRE Cabula) percebe que o trabalho de relaxamento é encarado com bastante seriedade pelo público infantil.

As aulas de ioga ocorrem diariamente por 15 minutos em sala de aula, sendo quatro dias com os professores e uma vez na semana com um instrutor da prática. O público atendido é de crianças de três a cinco anos e, no total, 190 crianças estudam na unidade de ensino.

O projeto foi iniciado pela nutricionista da Unidade Básica de Saúde de Pernambués e voluntaria na Fundação Arte de Viver e na Associação Internacional para os Valores Humanos Iracema Barreto. A profissional pratica ioga há pelo menos duas décadas.

Ela acredita que, em um mundo cheio de violência, para se ter uma vida mais tranquila e mais harmonizada é preciso lançar mão de práticas como meditação, exercícios respiratórios e um trabalho de corpo mais direcionado com uma atividade como a ioga.

RAS – Em um curso preparatório que teve como público os pais de 15 alunos da creche, para que se tornassem multiplicadores de conteúdo na comunidade escolar e no entorno, a nutricionista explicou que foi aplicado o conhecimento sobre o RAS, técnica que reúne percepções sobre respiração, água e som.

“Os pais amaram e eu me senti muito feliz por estar dando essa oportunidade a eles e fazendo esse trabalho que realmente é transformador. Precisamos relaxar e ter uma mente clara para reduzir até mesmo a violência presente hoje. Precisamos estar de bem para distribuir essa paz com quem nos cerca”, explicou. Para as crianças, os benefícios são inúmeros, já que elas estão em fase de formação e aprendizagem sobre tudo que as cercam, além do ambiente acadêmico.

Avanços para todos – O desejo de utilizar o ioga na escola surgiu com a ideia de realizar atividades de combate ao estresse com os funcionários. O trabalho teve início com os funcionários e se estendeu aos pais, até finalmente chegar às crianças. Seis mães que participaram das oficinas estão aplicando os conhecimentos com os alunos no turno matutino e, pela tarde, a nutricionista dá sequencia ao trabalho, sempre em parceria com os professores.

Para a diretora da unidade, Carla Paiva Cruz, as crianças tem despertado o interesse no processo de aprendizagem e de relaxamento, além de melhorarem o comportamento. Ela pontuou que esse trabalho é gradativo, já que muitas das crianças vivem em ambientes com grande reforço negativo e violência muito presente.

“Começamos a observar a necessidade das crianças de se acalmarem, relaxarem um pouco mais, se relacionarem melhor e coordenarem os pensamentos. É um esforço das mães em deixarem as suas atividades, entenderem que a escola é importante, darem uma outra contribuição que não a usual, além de vencerem a timidez para trazer o conhecimento para as crianças”, afirmou.

Fotos: Jefferson Peixoto/Secom