Conforme especialistas da área de educação, a interação e a brincadeira são caminhos soberanos para a criança crescer e se desenvolver. Pensando nisso, a rede municipal de ensino criou o Programa Nossa Rede que através da Formação para Formadores levou para a dupla gestora das escolas municipais e conveniadas, infinitas possibilidades de transformações para a educação infantil.
Este mês aconteceu o III Seminário Nossa Rede Educação Infantil, evento realizado pela Diretoria Pedagógica (Dipe), da Secretaria Municipal da Educação (Smed), onde as gestoras compartilharam as experiências aplicadas nas instituições. No encontro foram mostrados que as mudanças propostas pela formação proporcionaram aos pequenos outras formas de aprendizado.
Cerca de 760 gestores e coordenadores se reuniram no seminário para alinhar a concepção do programa sobre a questão do direito ao acesso e aprendizagem da cultura escrita de crianças de 0 a 5 anos. “A rede entendeu que precisava de um currículo com material próprio para a educação infantil, fizemos com a participação de todos os atores professores, coordenadores e gestores, construímos o material e agora sentimos a necessidade de trazer essa dupla gestora para essa formação de formadores para que essa experiência se multiplique no chão da escola. O Nossa Rede é maior, é uma concepção de infância que respeita a criança como sujeito de direitos explica a coordenadora pedagógica da Smed, Karla Chaves.
Para a formadora, pedagoga e mestre em educação infantil, Minúska Lima, a educação infantil, muitas vezes, é muito parecida com o que se trabalha com as crianças maiores: Sentar-se à mesa, escrever, pouca participação, pouco movimento. Segundo ela, isso desestimula. “A criatividade da criança tem que ser estimulada, ela tem que ter autonomia. A primeira infância precisa ser pautada através da experiência da vivência, do respeito à infância, as especificidades, da participação delas, para que retome o lugar que é dela por direito”, sentenciou.
A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil do Uruguai, Gleide Araújo, não tinha noção do quanto que poderia fazer pela escola em que administra. Depois da formação, ela se fortaleceu e ampliou os horizontes. As salas fechadas foram transformadas em ateliê, onde as crianças brincam, ouvem histórias e têm direito de ser criança. “Quando me fizeram a proposta da formação in loco não existia a dupla gestora. Com a formação fiquei encorajada ao ver que é possível fazer a diferença na vida dessas crianças, proporcionando a elas esses espaços organizados, que é rico em aprendizagem, e trazer principalmente a criança como protagonista sempre, isso favorece essa garantia de direito na infância. Elas usam o brincar como forma de aprendizagem”, disse.