A Escola Municipal Agnelo de Brito, localizada na Boca do Rio (GRE Itapuã), completou 50 anos de fundação no dia 4 de setembro e, para comemorar a data, foi realizada uma exposição de fotos na sexta-feira (13), contando a história da instituição. O evento teve ainda várias apresentações artísticas nas salas de aula, movimentando o prédio bem arejado que hoje comporta 476 estudantes.
Alice Rocha é uma das funcionárias mais antigas, trabalha desde sua fundação em setembro de 1969. Começou na função de zeladora, passou num concurso para professora. Ela disse que muita coisa mudou de lá pra cá, mas o comprometimento da equipe de professores em dar o melhor para os alunos permanece. “É um prazer estar hoje comemorando os 50 anos da escola que vi crescer e ao lado da minha filha que hoje é diretora da instituição fico muito feliz. Tínhamos apenas seis salas, era uma casa de telha, uma árvore fazia sombra no pátio. Hoje temos uma instalação maravilhosa, com bastante espaço e conforto”.
“Estar aqui hoje é emocionante, minha vida foi construída nessa escola, minha mãe veio de Ondina. Quando chegou aqui na Boca do Rio com meus avós não tinha escola para os filhos, o então governador Antônio Carlos Magalhães, após reivindicação dos moradores, fundou essa escola. Tenho uma história de vida, nasci e me criei aqui, sempre acompanhando minha mãe, estudei, me formei, passei no concurso para professora fiquei ensinando por dez anos e atualmente sou diretora”, conta Cristiane Rocha, filha de Alice Rocha.
Trabalhando na instituição desde 1997, Maria da Conceição Fontoura Alves estudou até a antiga 3ª série na Agnelo de Brito, quando mudou para outra escola, retornou depois para ser professora. “Reencontrar antigos alunos que hoje são pais e vieram comemorar conosco é emocionante pra mim. Nossa escola tem bastante credibilidade, fazemos nosso trabalho com muita dedicação e os alunos são felizes”, assegura Conceição, que atualmente desenvolve a função de orientadora de turma.
Felicidade. Era esse o sentimento do estudante do 4º ano, Aquiles Alves. “Gosto muito de estudar aqui. Vim de outra escola e no início foi um pouco esquisito porque não conhecia ninguém, mas me acostumei e gosto muito de todos aqui”, disse o garoto de 11 anos que estava na companhia da mãe também ex-aluna da instituição. “Sou moradora do bairro, estudei aqui também e sempre gostei. Os professores são amigos dos alunos e isso ajuda muito no aprendizado”, contou Maria da Purificação de Jesus.
Atenta à exposição de fotos onde foram registrados cada avanço da escola, a estudante Letícia, também filha de ex-aluno, descreveu timidamente seu carinho pela escola. “É muito legal estudar nessa escola, tenho amigos aqui dentro”, disse.
Hildete de Souza Cerqueira, que foi aluna do primeiro ao quinto ano, ainda lembra da área de lazer da escola. “Era uma escola pequena, mas tinha uma área de lazer muito boa, tínhamos muitas árvores, aprendi a fazer crochê com as professoras. Estou como professora de artes desde 2012, e isso pra mim é gratificante porque a escola onde estudei, venho para retribuir tudo que me foi dado”, destacou.
Estudante da Agnelo no ano de 1989, Mariana Virgínia Souza Patrocínio fez a segunda e terceira série. “Amo estar nessa escola me sinto em casa, essa instituição foi a primeira da rede municipal fundada com o objetivo de atender crianças menores daqui do bairro. Tento fazer o máximo no meu trabalho para trazer pra comunidade, eu acredito na escola pública e passo isso para meus alunos”.