Escola Municipal Amélia Rodrigues ganha Totem do projeto “Era uma Vez Brasil”

27 de set de 2019 - Jornalismo

Destaque no “Era uma vez… Brasil”, a Escola Municipal Amélia Rodrigues, localizada no Tororó (GRE Centro), foi escolhida para receber o totem do projeto, que circulou pelas escolas participantes para exibir os curtas elaborados pelos alunos durante as atividades do concurso. Equipado com uma televisão, o totem foi entregue à E.M. Amélia Rodrigues na manhã da quarta-feira (25). 

Feliz e orgulhosa com o presente, a diretora Maria Eugênia Sampaio, disse que a escola sempre se destacou no projeto. “A Amélia já tem um histórico de ser escola destaque em anos anteriores desse projeto. Todo ano a escola está representada entre os alunos que vão a Portugal, temos um grande quantitativo de HQ’s publicados e também alunos que se destacam nas atividades em campo. Nossos professores estão sempre empenhados em fazer um excelente trabalho junto com nossos alunos”, enfatizou.

Nesse ano, três alunos da escola foram escolhidos para ir a Portugal e conhecer mais sobre a história luso-brasileira. As alunas Ana Clara dos Santos, 14; Emilly Stephanie Rodrigues Lima, 14 e Kailane Victória Silva Santos, 15, viajam para Portugal em novembro e estão ansiosas por esse momento.

A aluna Kailane Victória Silva Santos, disse que o irmão dela, Ítalo Santos, participou do intercâmbio três anos atrás e trouxe muitas curiosidades. “Está sendo maravilhoso, em 2016 meu irmão foi para Portugal e eu fiquei feliz por ele. Nesse ano estou indo também. Quero aprender mais sobre nossa história e conhecer Portugal.”

Para Ana Clara dos Santos, esse é momento único na vida dela. “É único, essa é a palavra que descreve. Penso que vai ser inesquecível e vou aproveitar o que vier pela frente”.

Já Emilly Stephanie Rodrigues Lima achou que não seria capaz de realizar o trabalho. “Eu achava que não era capaz de fazer uma história em quadrinhos e um texto, mas consegui com a ajuda da professora que nos incentivou muito. Agora estamos indo para uma viagem maravilhosa onde tudo começou. Tenho muita expectativa para essa viagem”.

“A primeira parte do trabalho que é direto pela gente é muito complicada, pois eles começam desacreditados, achando que não são capazes de fazer um HQ. Dizem que não sabem desenhar. Então, a gente tem que incentivar, dizer que são capazes e podem fazer os desenhos e textos, pois o projeto não foca na qualidade do desenho e sim no conteúdo do texto e na questão argumentativa do texto. Aí vem o trabalho da aula de história que é estudar o contexto da chegada da família real no Brasil, no que isso interfere na colônia naquele momento fazendo uma ligação com o Brasil atual”, explica Viviana Almeida, professora de História e orientadora dos alunos.

Ana Carla da Silva mãe de Kailane e do aluno Ítalo, estava orgulhosa dos filhos. “É uma honra, um orgulho ver meus filhos terem essa oportunidade que eu não tive de poder estar em outros países e participar de projetos como esses. Eles estão aproveitando todo esse apoio que a escola dá e o conhecimento que estão tendo. Então só tenho a agradecer e parabenizar toda a direção da escola”, afirmou Ana Carla.

O projeto “Era uma Vez…Brasil” é um programa de atividades que desde o início, em 2016, tem o objetivo de colaborar com o desenvolvimento da cultura nacional, promovendo o enriquecimento dos alunos envolvidos por meio do contato com diferentes linguagens artístico-culturais, voltados para adolescentes do oitavo ano da rede pública de ensino. No tema desse ano eles tinham que propor algo a Dom João para mudar o Brasil, o que poderiam fazer no ano de 1808 com a chegada da família real que pudesse refletir nesse Brasil atual e teve como base o livro 1808, do escritor Laurentino Gomes.

A produtora e organizadora do projeto “Era Uma Vez Brasil” Marici Vila, falou do desafio em apresentar o projeto aos alunos. “No começo, foi um desafio, pois ninguém conhecia o projeto e ninguém acreditava que seria capaz de fazer o trabalho e ainda viajar para Portugal. Então, foi tudo novo para esses adolescentes e quando eles viram o que estava acontecendo, que era real, ficou muito mais fácil trazê-los para dentro do contexto do que se fora proposto. Então, tudo fluiu e conseguimos aplicar esse novo aprendizado”, disse. 

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