Prefeitura promove trocas entre profissionais da educação e saúde

15 de Maio de 2010 - dev

As secretarias Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult) e a Municipal de Saúde (SMS), realizaram na tarde desta sexta-feira (14) o II Encontro de Sensibilização e Mobilização na temática Direitos Sexuais e Reprodutivos e Prevenção das DSTs, HIV/AIDS. O evento, ocorrido no Instituto de Previdência Social (IPS), contou com a participação de profissionais da educação e da saúde públicas.

De acordo com o coordenador pedagógico da Secult, Manoel Calazans, a escola precisa constantemente se articular com a comunidade externa para promover a inclusão de diversas temáticas a partir da visão de especialistas. Afinal, os professores não podem, como qualquer ser humano, dominar todos os assuntos.

“As articulações feitas são todas benéficas e instrumentalizam nossos profissionais para os desafios da nossa sociedade”, reitera, destacando programas da Secult para discutir temas como a Gripe H1N1, drogas, violência, entre outros.

Na ocasião, Calazans apresentou a agenda de atividades planejadas para este ano letivo. Abordagem da educação em sexualidade numa perspectiva de gênero e raça; cinema na escola, que visa discutir temáticas como direitos humanos e sexuais, saúde da população negra, entre outros; Formação dos educadores para tratar de assuntos como saúde e prevenção das DSTs, HIV/AIDS; e Semana do Adolescente, na qual aos estudantes é estimulada a conscientização dos direitos, sobretudo o sexual.

“Espero que essa nossa articulação seja internalizada pela escola, registrada em seus documentos, para que vire uma rotina e seja incluído como política e prática pedagógica, que seja internalizado como política pública”, finaliza.

Em seguida, a médica hebiatra Sandra Plessim, da SMS, palestrou sobre sexualidade de uma maneira dinâmica que envolveu todos os participantes da plateia. “Não podemos confundir sexualidade com promiscuidade”, inicia. Segundo Plessim, para se trabalhar a temática da sexualidade com os alunos, é preciso derrubar preconceitos e não tentar ter como referência valores dos passado. “A sexualidade tem que ser definida no momento histórico e cultural em que vivemos”, ressalta.

Plessim afirma que o mais importante de tudo é desenvolver uma visão crítica no adolescente e dialogar o tempo todo para que eles sejam sujeitos ativos e críticos da indústria cultural. Esta ação faz parte do projeto de cooperação técnicas entre a Prefeitura Municipal de Salvador e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), articulado em 2008.