A Escolab da Boca do Rio, abrigou na quarta-feira (21) a 1ª Feira de Tecnologia Assistiva: Inclusão educacional, sustentabilidade e arte. Com o objetivo de compartilhar práticas pedagógicas na perspectiva da sustentabilidade, inclusão educacional e arte, o evento foi direcionado para professores Rede Municipal de Ensino que atuam nas escolas da Rede e também em instituições parceiras da Secretaria Municipal da Educação (Smed).
De acordo com Jaqueline Araújo de Barros, Coordenadora de Inclusão Educacional e Transversalidade da Secretaria Municipal da Educação (Smed) e idealizadora do projeto, a feira foi criada para troca de experiências entre os professores que trabalham com alunos público alvo da Educação Especial dentro e fora das unidades escolares. “Essa feira foi importante porque a gente já começa a visualizar as interfaces dentro da educação como uma realidade, como um acontecimento que já está constantemente inserido nas práticas cotidianas dos professores e que tem melhorado cada vez mais a aprendizagem dos alunos – público alvo da educação especial na rede municipal e nas secretarias parceiras da Smed”.
Jaqueline ainda pontuou a colaboração da equipe da Smed e das unidades parceiras. “Foi um evento que construímos com muitas mãos. Um evento como esse a gente só pode fazer com articulação, em parceria. Conseguimos envolver professores das salas especiais, das salas comuns, professores de arte e professores que estão nas instituições parceiras e que estão conosco de dentro da própria estrutura da Prefeitura, como a Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), a Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps). Esses são parceiros constantes que estão junto conosco e cada vez mais fazendo uma educação inclusiva de fato”.
O evento foi aberto com apresentação dos representantes da Smed, Edna Rodrigues, Gerente de Currículo, e da Cidade Sustentável e Inovação (SECIS), o secretário André Fraga. “É sempre muito bom participar de eventos como esse, pois nos dá ideia do que se pode fazer para ter essa troca de experiências. Então com certeza vou levar essa versão da feira e as práticas que vi aqui para a Cidade Sustentável”, afirmou.
Os matérias didáticos utilizados pelos professores foram expostos em stands fabricados com materiais recicláveis e espalhados pela unidade, cada um mostrando maneiras de promover os processos de ensino e aprendizagem com a utilização de tecnologia assistiva de baixo custo. Um dos stands mais curiosos foi o do Instituto de Cegos da Bahia (ICB), que expôs desenhos feitos pelos alunos através do que eles puderam aprender com a leitura tátil.
A professora Celia Fernandes de Oliveira, do ICB, explicou como fez a adaptação dos mapas para que os alunos tivessem material acessível para leitura de um desenho em forma plana. ‘’Eu adaptei todos os mapas para leitura tátil deles e escrevi os países em braille. Depois pedi para que eles transcrevessem para o papel o que eles tinham gravado na memória e deu nesses desenhos que aqui estão. Esse formato de leitura pode ser utilizado para outros tipos de deficiências, como baixa visão”.
A feira contou com apresentação artística da Opaxorô, Companhia de Dança da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador(Apae), que deu um show de movimento apresentando fragmentos do espetáculo “Alice no país da Diversidade”, coreografados pela professora de dança, Janiere de Almeida.
Quem também se apresentou foram os alunos do segundo ano da Escola Municipal João Pedro dos Santos, situada em Cosme de Farias, que apresentou a dança do carimbo com a música “O Boto” e coreografia ensaiada pelo professor de dança da unidade, Wendel Damasceno.
Em seguida foi realizado o “Diálogo Tecnologia Assistiva e Sustentabilidade”. À tarde o evento continuou para os professores do contra turno com apresentação de capoeira, do coral da Associação Amigos dos Autistas da Bahia (AMA) e oficina com produção de materiais pedagógicos utilizando materiais recicláveis e foco na tecnologia assistiva de baixo custo.