Professora da rede ganha prêmio nacional

06 de out de 2009 - dev

A professora da rede municipal de ensino Gilmária Ribeiro Cunha, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Cid Passos, em Coutos, ganhou o primeiro lugar da categoria infantil do 10º Prêmio Nacional Arte na Escola Cidadã, criado pela Fundação Iochpe. O reconhecimento foi o resultado de um trabalho de valorização da identidade nacional, tendo como referência as culturas indígenas e africanas, que fazem parte da realidade das crianças as quais educa.

O projeto “Somos Brasileiros, Somos Diferentes” foi desenvolvido no CMEI, onde a professora ajudou a contribuir com a formação da identidade cultural dos educandos. O projeto, implantando em 2008, possibilitou às crianças de 5 e 6 anos de idade conhecer a formação do povo brasileiro também do ponto de vista dos índios e negros.

Com a ajuda dos funcionários e professores da unidade, e também dos pais de alunos, o projeto materializou-se em peças teatrais, livros, amostras de pinturas, com muita ludicidade e produção de conhecimento. “Nós ganhamos o prêmio”, reconheceu Gilmária, ao se referir ao trabalho coletivo promovido na escola.

Formada em pedagogia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Gilmária conta que desde a graduação já se interessava pelas temáticas de resgate das histórias e culturas indígenas e africanas. De acordo com ela, o projeto contribuiu tanto com o desenvolvimento pedagógico, aprimorando e facilitando o aprendizado da leitura e escrita, como com o reconhecimento do valor que cada um possui como ser humano, diferente, mas também brasileiro.

“Houve identificação positiva com a cultura indígena e negra. As crianças já conseguem perceber e discutir isso com mais facilidade”, afirma a professora, que, acima de tudo, cooperou para formar uma outra visão de mundo que poucos alunos conheciam.

Premiação

Na próxima terça-feira, dia 13 de outubro, Gilmária Cunha viaja para a capital de Pernambuco, Recife, onde recebe a premiação pelo trabalho. Ela ressaltou que continua trabalhando com as mesmas crianças que tinham 5 anos em 2008 e que hoje conseguem discutir com ela sobre a diversidade cultural, levando em conta os limites cognitivos desta faixa etária.