Revista nacional destaca práticas da rede pública de Salvador

27 de jul de 2011 - dev

Salvador é a primeira cidade nordestina a implantar a eleição direta para diretores de escola e o modelo utilizado passa por frequentes atualizações para se adequar às necessidades da área e estimular tanto a qualidade da gestão quanto a participação de todos. O pioneirismo foi destaque na seção Boas Práticas da edição de julho da revista Escola Pública, especializada em educação.

A capital baiana também é a primeira cidade do Brasil a adotar o método de votação eletrônica para a eleição dos gestores. A inovação foi implantada em 2010 e envolveu 347 unidades escolares, mas não excluiu a opção de voto manual.

A matéria destaca também a utilização do Mapa Digital da Educação na última eleição, em abril do ano passado. A ferramenta, um aplicativo disponibilizado através da internet, capaz de reunir informações funcionais de toda a rede municipal de ensino, foi utilizada para apoiar a realização do processo eleitoral.

Através do Mapa Digital foi possível visualizar em quais escolas o processo eleitoral estava sendo realizado, a quantidade de chapas por escola e as propostas de cada uma delas, além de votar e acompanhar a apuração dos votos.

O secretário João Carlos Bacelar credita o destaque em uma revista de âmbito nacional ao trabalho realizado pelo prefeito João Henrique Carneiro. “Quando o prefeito iniciou o primeiro mandato, existiam apenas 100 escolas municipais, hoje são 421 unidades. Além da ampliação da rede, a inovação também foi prioridade nesses sete anos de governo”, destacou.

CAPACITAÇÃO – A publicação destaca ainda a exigência de conhecimento sobre gestão dos candidatos. Em 1999, a Secult tornou obrigatória a participação deles no curso de capacitação em gestão escolar com duração de 80 horas. O curso tem diversas avaliações e apenas quem é aprovado pode formalizar sua candidatura.

Quando eleito, o gestor precisa continuar aprimorando suas competências por meio de um curso de formação continuada, com duração de 120 horas, promovido também pela Secult em parceria com instituições de ensino superior. O próximo objetivo do órgão é oferecer também cursos de pós-graduação em gestão escolar.

Nos primeiros anos as eleições envolviam apenas professores e funcionários e existia uma polêmica sobre a participação de pais e alunos. Porém, após discussões e estudos sobre o tema, em 1993 a legislação foi alterada e passou a incluí-los no pleito. Hoje, todos os pais e jovens a partir de 14 anos podem votar. Nesse mesmo ano, houve outras mudanças, uma delas foi que os candidatos passaram a apresentar, no ato da inscrição, o plano de trabalho de sua chapa.

A edição está disponíovel no site www.revistaescolapublica. uol.com.br