Semana PCD: Conhecimento Move Pessoas é tema de seminário promovido pela Smed

30 de ago de 2019 - Jornalismo

Na Semana da Pessoa com Deficiência, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) organizou uma agenda cheia de debates e atividades sobre a temática. Na sexta-feira (23), foi realizado o Seminário Conhecimento Move Pessoas, evento que reuniu profissionais da área de educação para discutir a inclusão escolar. Durante todo o dia, foram abordados, através de palestras, temas que vão colaborar com a prática pedagógica dos professores que têm a responsabilidade de contribuir com o aprendizado de 6 mil alunos com deficiência matriculados na Rede Municipal.

De acordo com a subsecretária da Educação, Rafaella Pondé, a Semana da Pessoa com Deficiência é um recorte das ações realizadas durante o ano na Secretaria. “O tema da inclusão é tratado com muita seriedade, muito compromisso. A cada ano o número de crianças com deficiência cresce, precisamos estar mais atentos e preparados para orientar as famílias e poder dar a atenção e educação necessárias às crianças. Ainda há muito que fazer, não tem como retroagir mais, a tendência é crescer. É um dever e um direito da criança com deficiência ter o atendimento com qualidade e principalmente de aprendizagem”, destacou.

Para a coordenadora pedagógica da Smed, Maria do Carmo Passos, uma das palestrantes do seminário, é preciso olhar para além da deficiência. “Esse aluno não chega à escola para nós tratarmos da deficiência dele. Na educação, a gente olha para a aprendizagem, precisamos focar nas possibilidades educacionais e acadêmicas de avanços que esses alunos com certeza têm. Precisamos refletir junto aos professores da sala comum sobre a importância e acreditar na potencialidade de cada um. Eles estão aprendendo, desenvolvendo-se cada um no seu ritmo, porque é inerente a ele uma condição humana que é da deficiência, mas que, para além disso, ele é um sujeito na sua totalidade”, pontuou Maria do Carmo.

Conforme, Rúbia Matos, gestora do Cmei Unidos de Castelo Branco, escola que tem 11 crianças matriculadas com deficiência, quando se faz um trabalho com responsabilidade, acolhimento e com sentido amplo de igualdade, as barreiras das dificuldades são superadas. E esse acolhimento deve ser da sociedade em geral, seja uma instituição pública ou privada. “A educação é para todos e a negação da vaga é crime. Quando se está num quadro de gestão, por mais que sua escola tenha o regimento que tente dizer o que pode e não pode, existem legislações estadual e federal – documentos que devem ser atendidos. Temos que desconstruir o preconceito. Se a gente se permitir conhecer o outro, vamos construindo caminhos”, concluiu.

Fotos: André Carvalho/Smed/PMS

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