Foi realizada na sexta-feira (9), no auditório do hotel Wish, no Campo Grande, palestra de Formação de Coordenadores da Rede Municipal de Ensino, com o tema: “Uma escola para a Infância: Educação Infantil e Ensino Fundamental na perspectiva da Educação Integral”. O objetivo foi discutir os documentos norteadores da política do programa Nossa Rede constante no Referencial Curricular da Educação Infantil para fazer com que os coordenadores pedagógicos se apropriem desses documentos e possam ser os líderes formadores dentro da unidade escolar na transição dos alunos da pré-escola para o ensino Fundamental.
Estiveram presentes ao encontro, gestores da rede municipal, coordenadores escolares e professores das unidades dos Centros de Educação Infantil (Cmeis), da alfabetização e do primeiro Ano. “Esse encontro encerra uma etapa, um ciclo de formação com foco na educação infantil. Trouxemos também, nessa última etapa, os professores do grupo cinco para conversar com os professores do primeiro ano pra gente cuidar de perto dessa transição, dando o acompanhamento necessário ao estudante até o ensino fundamental. Então todas essas questões sobre a infância, tudo que foi colocado no documento do Referencial Curricular precisa ganhar corpo dentro das unidades escolares, fortalecendo nossos coordenadores pedagógicos para que eles consigam dentro das escolas manterem as rotinas”, explica Alana Marcia Oliveira Santos, coordenadora de Formação Pedagógica da Secretaria Municipal da Educação (Smed).
A palestra foi ministrada pelo professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), Levindo Diniz Carvalho, que falou sobre como planejar formas de transição e continuação na educação dos alunos que saem da pré-escola para a Educação Infantil. “É bem importante falar dessa temática por vários motivos: em primeiro lugar nós discutimos a presença da criança tanto no ensino fundamental quanto da educação infantil e o eixo central da discussão esteve exatamente em a gente pensar quem são as crianças que as escolas da educação infantil e fundamental atendem. Também como essas crianças aprendem as formas típicas desse tempo da vida e da infância pra atender o mundo, pra ler o mundo, para interpretar o mundo a partir de diferentes linguagens, como as brincadeiras, os desenhos, a imaginação e o corpo. Pensar que, embora as crianças estejam presentes nessas diferentes etapas da educação básica, infantil e ensino fundamental, especialmente para os anos iniciais, é importante que a gente pense tanto em continuidades, tanto em ruptura, mas, sobretudo pensar como a escola do fundamental e infantil precisam estar sensíveis a esse tempo da vida e as especificidades da infância.”
Durante a palestra tiveram muitas intervenções dos participantes tirando dúvidas e fazendo questionamentos sobre o tema. A coordenadora da GRE Pirajá Marísia Andrade, achou importante o encontro, pois, de acordo com ela, a classe estava precisando ouvir e saber mais como proceder nesse processo de transição. “Esse encontro é bastante importante e rico para nossa formação, porque ele vai tratar de um ponto bastante polêmico entre a gente que é a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. Nós, professores, temos essa falta de aprofundar o tema de transição que mexe muito com a gente, pois na educação infantil a abordagem é de um jeito quando chega ao fundamental a gente não sabe se dá seguimento ou não. Então está sendo muito válido esse encontro”, finalizou ela.